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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Descascar Romã Facilmente

Depois de ter passado a época da romã, e de eu ter comido todas as que tinha, pacientemente, deixando as minhas mãos negras e algumas camisolas pintadas para sempre, descobri que há uma forma "fast food" de descascar a romã, bem mais conveniente do que o meu método desajeitado e badalhoco (leia-se sujo).

Para aprender, assim como eu aprendi, poderão consultar o blog Por Tudo e Por Nada, de uma rapaiga portuguesa, como eu ;) e vão encontrar aqui a página específica de como descascar a romã.

Bom Apetite! (agora só pró ano, que a romã acabou...)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quinoa, o Novo Superalimento!


Este vegetal é composto de proteínas de valor biológico comparável às da caseína do leite e possui também uma grande concentração de fibras e potássio.

Tem um sabor leve, e começa agora a ocupar os pratos de diversas pessoas. Sendo originária da Bolívia, o seu custo é ainda elevado, no entanto, o seu alto valor nutritivo compensa a aquisição.

O pseudocereal, como é classificado, é riquíssimo em substâncias relacionadas ao desenvolvimento da inteligência, à rapidez de reflexos e a funções como a memória e o aprendizado. "É excelente para as dietas vegetarianas, pois tem mais aminoácidos do que a maioria dos cereais". (Cynthia Antonaccio (SP), da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar., em cyberdiet)

Boa fonte de fibras e com baixo teor de colesterol, o grão também contém elto teor de vitaminas: A, B6, B1, C e E, além de ferro, fósforo, magnésio e cálcio.

O grão, que é a forma de mais fácil aquisição, pode ser utilizado de várias maneiras: cozido e temperado como salada, cozido como arroz, utilizado no preparo de sopas, etc.

Você já encontra a quinoa em grãos, farinha e flocos e está disponível em lojas de produtos naturais e alguns supermercados.

Vale a pena experimentar!

Verá brevemente receitas com quinoa aqui no blog.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Chimarrão - América do Sul


Antes de tomar o primeiro mate, deve curar a cuia, se esta for nova:

"Cura-se uma cuia enchendo-a de erva-mate pura ou misturada com cinza vegetal e água quente. Este pirão deve permanecer por dois ou três dias, sempre úmido, para que fique bem curtida, impregnando o gosto da erva em suas paredes. A Cinza é para dar maior resistência ao porongo (a madeira de que é feita a cuia).

Passando o tempo determinado, retira-se a erva-mate da cuia, raspando com uma colher, para eliminar alguns baraços que tenham ficado.

Enxágua-se com água quente e estará curada ou curtida, pronta para entrar em uso. O mate ou cuia se cura cevando, isto é, à medida que vai sendo usada vai dando melhores mates.


Foto: Minha cuia e bomba, vindas
de Santa Maria, RIO GRANDE DO
SUL (Gáss)



Há quem goste de colocar o mate (cuia) num cozimento com flores de maçanilha após o curtimento."
Fonte: http://www.paginadogaucho.com.br/chim/curt.htm


O mate pode ser tomado de três maneiras, em relação à companhia: o mate solito (isoladamente); o mate de parceria (uma companheira ou companheiro) e, finalmente, em roda de mate (em grupo).

O MATE SOLITO
O homem que não precisa de estímulo maior para matear, que sua vontade; no geral, é o verdadeiro mateador.

O MATE DE PARCERIA
A pessoa espera por um ou dois companheiros a fim de motivar o mate, pois não gosta de matear sozinha.

RODA DE MATE
É na roda de mate que esta tradição assume seu apogeu, agrupando pessoas sem distinção de raça, credo, cor ou posse material (o homem vale pelos seus atos). Irmanados dentro deste clima de respeito, o mate vai integrando os homens numa trança de usos e costumes, que floresce na intimidade gaúcha.

O gaúcho nunca pede um mate, por mais vontade que tenha. Poderá sugeri-lo de forma sutil, esperando que lhe ofereçam. Há um respeito mítico, nas rodas de mate, percebido até por pessoas alheias ao meio, trascendendo ao próprio ato de matear. Introspectivo por excelência, induz o homem a uma busca interior, despertando a auto-análise em relação ao meio. Companheiro calado nos mates solitos, se fez vaqueano deste silêncio, onde se amansam sentimentos para a grande compreensão da vida!


A MÃO DIREITA
Para se receber o mate ou entregar a cuia de mate, deverá ser feito com a mão direita. No caso da mão direita estar ocupada, a pessoa deverá dizer:

- Desculpe a mão!
Ao que o outro responde:
- É a mesma, a do coração.
Fora dessa exceção, sempre com a mão direita.

ENCHENDO O MATE
No ato de encher o mate, pega-se a cuia com a mão esquerda e o recipiente com a direita. Após, acomoda-se o recipiente e se troca a cuia de mão para matear ou oferecer o mate, seguindo-se, sempre, pelo lado direito, o lado de laçar.

O sentido da volta na roda de mate deverá partir pela direita do cevador ou enchedor de mate.

A ÁGUA PARA PREPARAR O MATE
A temperatura da água para preparar o mate nunca deve estar muito quente, pois pode queimar a erva, dando um gosto desagradável ao mate e lavando rapidamente.

O PIALADOR DE MATE
É o indivíduo que, chegando numa roda de mate, se posiciona de tal modo que a cuia fique a sua esquerda, à frente da pessoa que está mateando, lembrando o campeiro que se posiciona estrategicamente à saída da mangueira!

O correto quando se chega numa roda de mate é ficar antes do mateador, isto é, tendo a pessoa que está mateando a sua direita.


A ÁGUA DO MATE
A água para o mate nunca deverá ser fervida, pois se tornaria pesada, pela perda de oxigênio, transmitindo um sabor diferente ao mateador.
O ideal é quando a água apenas chia.

SÓ O CEVADOR PODE MEXER NO MATE
A menos que se obtenha licença, só o cevador deve arrumar o mate, considerando-se falta de respeito alguém mexer sem permissão. Mesmo que o topete (barranco) esteja se desmanchando ou qualquer outro problema com o mate, devemos entregá-lo ao enchedor ou cevador. Podemos, isto sim, ao devolver a cuia, avisá-lo da ocorrência.

O bom cevador, cada vez que recebe a cuia, antes de enchê-la, dá uma ajeitada na bomba, de modo que renove o fluxo de seiva, demonstrando, assim, seu conhecimento na intimidade com o mate.

EM RODA DE MATE
É comum, após o primeiro mate, que sempre é do cevador (o que faz o mate), ter início a roda de mate a partir do mais velho ou de alguém a quem se queira homenagear.

Quando já estamos mateando e chega alguém a quem desejamos mostrar deferência especial, é fechado um novo mate em sua homenagem.

O PRIMEIRO MATE
Como já falamos, todo aquele que fecha um mate (faz o mate) deve tomar o primeiro em presença do parceiro ou na roda de mate.

RONCAR CUIA
Uma vez servido o mate, deve ser tomado todo, até esgotá-lo, fazendo roncar a cuia.



Se tu és dos que estão descobrindo agora o chimarrão, seja pelo motivo apontado, seja por se tratar de turista de passagem ou ainda por qualquer outro motivo, saibas que, ao lado da simplicidade desse costume e da informalidade que caracteriza a roda de chimarrão, existem certas regras, mandamentos, mesmo, que devem ser respeitados por todos. Vejamos, pois, aquelas coisas que ninguém tem o direito de fazer, sob pena de ver os tauras daqui empunhar lanças pela enésima vez na história e, talvez, antecipar o "dia seguinte".
1. NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE
O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas. Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio que alguém pode imaginar neste pedaço do Brasil: pedir açúcar. Pode-se pôr na água ervas exóticas, cana, frutas, cocaína, feldspato, dólar etc, mas jamais açúcar. O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, tchê, se o chimarrão te parece amargo demais não hesites: pede uma Coca-Cola com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.

2. NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe. Claro que é. Só que tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão. Repito: pede uma Coca-Cola com canudinho. O canudo é puro como água de sanga (pode haver coliformes fecais e estafilococos dentro da garrafa, não no canudo).

3. NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume e não te fresqueies. Se, porém, te julgas perfeitamente igual às demais, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vais adorar o chimarrão de lá.

4. NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Com o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante. Já o chimarrão, não. Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento seguinte.
5. NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE
Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te julgar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para Coca-Cola com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado.

6. NÃO MEXAS NA BOMBA
A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.

7. NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado.
8. NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO
Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida. Tu mateias sem pressa, matutando, recordando... E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio... Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. Aí o fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização. Só que esta tua participaçâo não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer da cuia que está em tua mão. Fala quanto quiseres mas não esqueças de tomar teu mate, que a moçada tá esperando.
9. NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE
Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.

10. NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pegas na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão é cancerígeno. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o câncer. Se não der para esquecer, faze o seguinte: pede uma Coca-Cola com canudinho, que ela... etc, etc.




Para a bebida:

Erva-Mate para chimarrão (opte pela erva mais verde)
Uma bela cuia
Uma bomba ou téréré (palhinha especial com um coador aplicado de metal ou de madeira)
Um aparador (pode ser uma tampa plástica lisa)
Um térmo com água quente
Um copo de água morna

Aqueça a água. O ponto certo é chamado de chiado, então, quando a chaleira começar a chiar ou tremer um pouco apague o fogo. Obs: Se a água aquecer demais vai queimar a erva e o chimarrão ficará ruim. Claro, você também irá queimar a boca. :-p

Despeje a erva na cuia até que cubra o pescoço (veja as fotos)

Cevar o mate (termo gaúcho para agitar a erva na cuia): Tape a cuia com o aparador, tombe a cuia de lado e agite na horizontal para posicionar a erva corretamente, levante a cuia um pouco (em valores mais precisos + ou - 45 graus), retire o aparador vagarosamente e verifique se a erva ficou bem acomodada.

Pegue o copo com água morna e derrame vagarosamente a água pela parede da cuia. Obs: não utilize água quente porque pode estragar a erva. Alguns mais aventurados fazem esse primeiro com cachaça.

Pegue a bomba e tampe o bocal com o dedão

Coloque a parte de trás da bomba contra a parede de erva

Coloque a bomba até o fundo (de prefência bem próxima da parede de erva)
Ainda com o bocal tampado gire a bomba no sentido anti-horário (+ ou - 90 graus, até que a bomba fique reta)
Agora sim, pode retirar o dedão do bocal

Vá para a pia da cozinha (ou fora de casa, nunca na janela do apartamento), puxe essa água e cuspa fora (é a primeira nunca é boa)

Agora se você quiser (e tiver) poderá despejar alguns chás, ervas, etc. na cuia e um pouco sobre a parede de erva para que você possa ir despejando quando desejar.

Preparação detalhada com boas imagens aqui.
Vídeo técnico de preparação aqui. (português é complicadinho mesmo!)

Tradição:

"Mate amargo (sem açúcar) que se toma numa cuia de porongo por uma bomba de metal. Atribuem-se ao chimarrão propriedades desintoxicantes, particularmente eficazes numa alimentação rica em carnes.

A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.

Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis.

As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.

O comerciante Rômulo Antônio, dono da Casa do Chimarrão, em Passo Fundo, há mais de 20 anos, explica que os paraguaios tomam chimarrão em qualquer tipo de cuia. "Até em copo de geléia", diz. São os únicos que também têm por tradição tomar o chimarrão frio... O "tererê" paraguaio pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada no lugar da água.

Antônio explica outras diferenças. Na Argentina e no Uruguai a erva é triturada, ao contrário do Brasil, onde é socada. Nos países do Prata, a erva é mais forte, amarga, recomendada para quem sofre de problemas no fígado."
Fonte: http://www.paginadogaucho.com.br/chim/orig.htm




Preparando a cuia para o próximo mate:

Geralmente sobra uma erva seca na parte superior da cuia, reserve um pouco
Jogue o resto da erva no lixo e passe uma água dentro da cuia (limpe bem)
Deixe escorrer um pouco
Jogue a erva que você reservou dentro da cuia e espalhe por toda a cuia
Faça isso toda vez, pois assim você curando a cuia e terá um bom chimarrão
Não esqueça de limpar a cuia quando for fazer um novo chimarrão. Isso pode ser feito raspando essa erva com a mão.



Fontes:

http://www.das.ufsc.br/~emerson/chimarrao/index.html

http://www.paginadogaucho.com.br/chim/

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Como fazer café expresso utilizando cafeteira moka (Itália)

Depois de ter comprado a minha cafeteira moka, surgiu o verdadeiro problema - como fazer café?

Talvez esta dúvida seja só minha, mas sempre usei máquina expresso. Como dizem que o cafe feito na moka tem menos caféna e é mais saboroso, eu resolvi experimentar uma alternativa mais "goumet".

Se alguém quiser também tentar, eu vou deixar algumas sugestões, que encontrei nos sites onde pesquisei, e num livro de hotelaria que consultei também.

Primeiro que tudo, há que escolher a cafeteira, esta da foto é da marca Bialetti, a fabricante mais tradicional. Existem em alumínio e em inox, embora os entendidos digam que o melhor é alumínio,
porque conserva o sabor do café ao longo do tempo, e influencia o
sabor dos futuros cafes que serão preparados nela.
Figura1: Cafeteira Bialetti



Não é minha intenção fazer publicidade. A minha não tem marca, foi barata, e parece-me bem.

Então, primeiro que tudo, convem que o café seja de moagem muito fina. Há também marcas que fabricam lotes especiais para este tipo de cafeteira.

A água a usar deve ser filtrada ou de garrafa, senão o café não vai saber bem e a cafeteira fica cheia de calcário.
Figura 2: Cafeteira e descrição
dos compartimentos

Ao colocar a água, no compartimento indicado pela figura, tenha o
cuidado de não ultrapassar a vávula. També convem colocar a
quantidade que a cafeteira leva, pois se ela é para seis chávenas e voce fizer três, não ficará tão saboroso (elas têm as suas manias)... O café que sobra pode ser guardado em garrafa térmica, nunca o deixe arrefecer nem requente, o café fica estragado quando arrefece.

Depois da água, você coloca o filtro e enche de café, sem bater ou comprimir. O filtro nunca deverá estar obstruído, senão, quando a água ferver, vai saltar a parte de cima da cafeteira e explodir água a ferver por toda a sua cozinha!

Coloca-se no fogo, tapada, o mais baixo possível, desde que faça ferver, não use água pré-aquecida. E quando o café começar a subir, destape. Pode até ver e sentir aquele cheirinho...

Assim que a o café estiver todo na parte de cima, tire imediatamente do lume, misture na cafeteira e sirva.

Coloque o açúcar na chávena, junte umas gotinhas de café e mexa bem. Depois deite então até encher a chávena.

Lave a cafeteira apenas com água, sem sabão ou detergente, isso alteraria o sabos dos seus cafés no futuro. Desta forma quantos mais fizer, melhor será o seu sabor.

Há um site (clique), delicioso, que tem imagens de todos os passos, não quis copiar, porque está óptimo, poderão ir ver, de certeza que ficarão com vontade de beber café...

Agradeço que alguém que tenha algo a acrescentar, o faça à vontade, eu sou muito nova nisto do expresso italiano! :P

Bons cafés!

Webgrafia:
http://karlaspader.multiply.com/journal/item/38
http://www.icmc.usp.br/~rodrigo/Moka.htm
http://coresdoglobo.org/cafe.pdf
http://cartadaitalia.blogspot.com/2005/10/cafezinho-iii.html

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Queijo de Kefir (receita minha, portanto, de Portugal)

Deixe os grãos de Kefir no leite por doze horas, coe e deite a bebida num funil com um filtro de café a forrar por dentro. Coloque a escorrer para uma garrafa e deixe no frigorífico durante doze horas para ficar queijo creme, ou mais, se desejar um queijo mais duro. com 36 horas ele já pode ser cortado à fatia. Pode tapar com plástico aderente.

No final do tempo descole do filtro e coloque numa caixa hermética. Armazene no frio. Ele aguenta bastante tempo.

O soro (líquido que escorre pelo filtro) pode servir como aditivo para as suas plantas, pode ser usado para cozinhar ou beber natural. Adoçado pode fazer refresco e adicionar sumo de fruta. É benefico para a saúde.

Se quiser, quando deita o Kefir no filtro, para escorrer, pode temperar com sal, ervas, especiarias ou qualquer outra coisa, é mais fácil do que misturar no queijo já feito. (neste caso, ter atenção e não dar o soro às plantas...)

Como cultivar rebentos (brotos para quem ler no Brasil)


Fonte: http://hortela-verde.blogspot.com/2006/06/

Comece por lavar um feijão ou grão de sua preferência (pode fazer rebentos de soja assim) e coloque-o de molho em recipiente de vidro por cerca de cinco horas, tapado com um guardanapo ou gaze mudando a água muitas vezes (de hora a hora é o ideal, mas quando não se pode, não se pode mesmo!)

Após esse tempo lave-o cinco a sete vezes por dia e mantenha-o sempre tapado.

Vai começar a rebentar (brotar) e quando o quiser cozinhar ou comer crú, basta colocar num local iluminado e destapar, para ele produzir clorofila.

Lave e bom apetite!

A foto acima, retirada do blog Hortela Verde, refere-se a um outro método, bem mais criativo:
"Para germinar as sementes eu inverto as caixas, coloco as sementes na caixa transparente, cubro-as com àgua e no dia seguinte escorro-as apenas invertendo a caixa, pois a tampa deixa sair a água facilmente.

Depois viro novamente a caixa e deixo as sementes germinarem. Geralmente ao fim de 2 dias já estão prontas para serem consumidas numa bela salada.

Outro facto interessante destas caixas é o facto de poderem ser empilhadas umas em cima das outras, formando uma torre que cabe em qualquer canto da cozinha. E nunca mais tive problemas com fungos."

Talvez seja um método bem mais prático!

sábado, 10 de novembro de 2007

Tamarindo

O tamarindo é um fruto bastante cultivado no Brasil, e em Portugal ele já pode ser encontrado com facilidade em supermercados, por isso, resolvi reservar este post à breve descrição deste e à sua aplicação em receitas.


Fruto originário da Índia, como o diz o nome: tâmara da Índia.

É uma vagem, classificada como legume, que tem casca cor de terra, dura e quabradiça. Sua polpa avermelhada, fibrosa, de gosto agridoce, com alto teor de ácido tartárico (um estimulante das glândulas salivares). É rico em sais minerais, como cálcio, fósforo, ferro e cloro.

Possui propriedades laxativas, porque estimula o funcionamento dos intestinos. Com o tamarindo preparam-se doces, conservas, bebidas, sucos e sorvetes.

Para usar a polpa é preciso abrir a vagem, retirar as fibras do interior e deixar de molho em água. Depois, levar ao fogo para cozinhar durante 30 minutos e passar por uma peneira. As folhas e as flores também são comestíveis.


Informação e imagem retiradas de www.brasilescola.com

Polpa de Tamarindo:

1 Kg de Tamarindo
1 Litro de água

Descasque 1 kg de tamarindo e coloque numa tigela com 1 litro de água. Deixe de molho de um dia para o outro. No dia seguinte, transfira a mistura para uma panela e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 20 minutos, ou até a polpa do tamarindo ficar bem macia. Retire do fogo, deixe amornar e passe a mistura por uma peneira, apertando bem até a polpa do tamarindo sair totalmente do favo. Rende 46 colheres de sopa.


Molho de Tamarindo:

5 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 pedaço pequeno de gengibre ralado
salsinha picada finamente
1/2 xícara (chá) de polpa de tamarindo
1 colher (sopa) de cominho em pó
2 pimentas-malaguetas
2 colheres (sopa) de açúcar
sal a gosto
1 xícara (chá) de água


Leve ao fogo uma panela com 5 colheres (sopa) de azeite de oliva e 1 pedaço pequeno de gengibre ralado. Refogue, mexendo de vez em quando, por 5 minutos. Adicione 10 ramos de salsinha picada finamente, 1/2 xícara (chá) de polpa de tamarindo, 1 colher (sopa) de cominho em pó, 2 pimentas-malaguetas amassadas, 2 colheres (sopa) de açúcar, sal a gosto e 1 xícara (chá) de água. Cozinhe, mexendo de vez em quando, por mais 10 minutos. Retire do fogo e sirva com grelhados ou use como tempero para cozinhar.


Sobremesa Creme de Tamarindo:

1 ramo de hortelã para decorar
3 bolas de sorvete pistacho
2 colheres de sopa de polpa de tamarindo


Bata separadamente o sorvete e a polpa de tamarindo no liquidificador. Transfira para uma taça de vidro, decore com pistache moído e o ramo de hortelã e sirva a seguir.

Suco de tamarindo:

2 colheres (sopa) de polpa de tamarindo
2 colheres (sopa) de açúcar
250 ml de água bem gelada

Bata no liquidificador 2 colheres (sopa) de polpa de tamarindo, 2 colheres (sopa) de açúcar e 250 ml de água bem gelada, até ficar homogêneo. Despeje em 1 copo e sirva.



Receitas retiradas de culinaria.terra.com.br

sábado, 20 de outubro de 2007

Kefir (Cáucaso)


Kefir é uma bebida refrescante de leite fermentado, originária das Montanhas do Cáucaso Setentrional há muitos séculos.

Por ser um alimento probiótico (pro= a favor; bio= vida), proporciona ao organismo uma série de benefícios, é um elemento auxiliar em vários tipos de doenças, inclusive alguns tipos de câncer.
Para produzir kefir, são necessários grãos de Kefir, que passam de mão em mão através dos séculos, de forma gratuita e solidária.

Embora não seja este post uma receita, pretende explicar o ingrediente de algumas receitas que poderão aparecer aqui. Por Kefir, nas receitas, entenda-se que me refiro à bebida, quando forem os grãos, mencionarei "grãos de Kefir".

Para saber mais sobre esta bebida espetacular, poderão consultar: o grupo do Yahoo Fazendo_kefir. E aqui poderão fazer download do F.A.Q. sobre Kefir, retirado deste mesmo grupo.



Kefir o elixir da Vida ?

Kefir (Kephir ou Kefyr - pronuncia-se kef ir) é uma bebida feita a partir da fermentação do leite vegetal ou animal, em temperatura ambiente, entre 10°C e 25°C, por uma colónia de lactobacilos e leveduras, conhecida como grãos de kefir.
A palavra deriva do turco keif, que pode ser traduzida como bom sentimento ou sentir-se bem. Outros nomes alternativos são: Cogumelos Tibetanos, Plantas de Iogurte, Cogumelos do Iogurte, Fungo do Iogurte, Lotus de Neve, Kin-oko ou Tane-oko (Japão) ou Tibetanischer Pilz (Alemanha), kewra, talai, mudu kekiya.
Originário do Cáucaso, foi introduzido no resto do mundo, apenas, no início do século XX.

O preparado pode ser feito com água, com todo o tipo de leite de origem animal; e também, a partir do leite de origem vegetal (de coco, soja, arroz, aveia, etc.). A vantagem do kefir de água, quando comparado ao de leite, é que pode tomar-se em grande quantidade e passa mais rapidamente para a corrente sanguínea.
Esta bebida possui uma consistência cremosa, espessa e uniforme; tem um leve gosto ácido, e um aroma moderado de levedura fresca (como a cerveja). O kefir pode ser bebido simples ou, se não apreciar a acidez, pode adicionar um pouco de adoçante ou misturar nas sopas, nos sumos de fruta ou batidos. Tem, igualmente, uma efervescência natural, de gosto “carbonatado”. Acrescem cerca de 40 combinações aromáticas, o que contribui para o seu sabor único e o seu odor agradável muito característico. De forma arredondada, o kefir pode conter entre 0.08 a 2% álcool. Normalmente, entre 0.08 a 0.5%, são valores realistas para o kefir com 24h de fermentação.
Os grãos de kefir são constituídos por leveduras fermentadoras de lactose (Kluyveromyces marxianus); e leveduras não fermentadoras de lactose (Saccharomyces omnisporus, Saccharomyces cerevisae e Saccharomyces exiguus), Lactobacillus casei, Bifidobaterium sp e Streptococcus salivarius subsp thermophilus. Incluem-se, também, leveduras iguais às utilizadas na preparação de produtos como o pão, a cerveja, o vinagre, o queijo, o vinho, etc. As pesquisas sugerem que o kefir cultivado com leite de soja contém valores mais altos de bactérias ácido lácticas do que o kefir de leite animal.


Retirado de: http://pt.shvoong.com/humanities/485477-kefir-parte/
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